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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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sábado, 8 de novembro de 2008

Sessão de Autógrafos

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS


Foi por acaso que tropecei numa sessão de autógrafos de Maitê Proença. Andava nas compras, em busca de certos livros para oferecer no Natal, quando oiço o anuncio ao microfone. Aí pensei: porque não? Conheço quem goste de ler livros escritos na primeira pessoa. Porque não oferecer um, autografado?
Não vou contar nada para além do óbvio. Nem o teria mencionado aqui, não fosse de repente lembrar que tenho este blog. É claro que, tal acontecimento merece referência neste espaço. Mas confesso que fiquei em dúvida... vou escrever sobre o assunto ou não? Devo manter a fotografia privada ou uso para ilustrar?
Muitas questões ainda assolam esta mente que, não sendo fanática, pondera muito sobre o correcto ou errado nestas questões de «celebridade», exposição, o público e os artistas.
Talvez por isso, a sessão foi o que se sabe que uma sessão de autógrafos deve ser. Cumpriu-se a função e pronto. Eu teria preferido fazer perguntas, conversar, ouvir falar, sei lá... poder interagir com a pessoa normalmente, como se faz com qualquer outra. Mas isso já seria uma conferência de imprensa, uma entrevista, uma conversa. Não é uma mera sessão de autógrafos...
Tenho um rabicho num livro.
Também é bom.
Pois então, relato o acontecimento:
«Maitê Proênça andou em sessões de autógrafos».
Mais nada a acrescentar.
O que percebi para além disso, guardo para mim.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

SER FÃ

Vejo telenovelas brasileiras desde pequena. Comecei a fidelizar-me com “Guerra dos Sexos”, que em Portugal foi para o ar em 1984. Daí para a frente continuei a vê-las e sem o perceber, fui adquirindo conhecimentos sobre as mesmas. Conheço o nome de cada actor, facilmente assimilei também o nome dos estreantes, interiorizei os trabalhos que já tinham feito em Tv, cinema e teatro e os que pretendiam fazer, soube o que diziam e pensavam, através das entrevistas que se publicavam na imprensa e como viviam a sua vida pessoal. Depressa fiquei com uma espécie de “ficheiro informático” de mais de 1000 nomes, que me chegou naturalmente, e de facto, desde actores, autores, realizadores, figurinistas etc, tudo ficou gravado. Mantive esta característica, sem lhe atribuir importância ou a revelar publicamente, por cerca de 15 anos. Aí num certo momento, essas “actualizações” automáticas deixaram de se efectuar e desliguei-me deste interesse que mantinha actualizado apenas por lhe ter gosto.

Explico tudo isto para chegar ao conceito de fã. Não sei o que é ser fã de uma pessoa em particular. Penso que admiro a arte de representar e por isso aprecio quem a executa. Admiro quem o faz brilhantemente, aprecio uma obra bem dirigida e bem filmada, pensando também nas pessoas atrás das câmaras. Imagino as dificuldades de produção, os entendimentos e desentendimentos de bastidores que por vezes se notam no resultado da obra. Penso de uma forma global. Não compreendo assim a particularização de um ídolo e não sei o que é ser fã que agarra, grita, berra e puxa os cabelos como se o juízo lhe escapasse.

Noutro dia vi umas imagens em que uma fã chega perto de Brad Pitt. A expressão no seu rosto era de puro temor! Claro que, como todos nós, conduziu a coisa com aparente descontracção. Mas o facto dos cinco seguranças que o rodeavam não terem visto aquela mulher a lhe puxar para si, deve tê-lo desagradado.

E começo a pensar no horror que é ser uma celebridade. A falta de privacidade, o risco de vida que se corre, para se temer uma mulher que simplesmente nos toca. É que no meio disto tudo existem as ameaças de morte, o risco de fazerem mal aos filhos, o rapto, a extorsão e chantagem, a difamação, as fotografias do tempo da carochinha em que se aparece de cuequinhas, os paparazzi a produzir imagens comprometedoras, o uso exploratório de imagens íntimas de um filme, as declarações dos “amigos da onça” e as invenções diárias. E se aquela mulher lhe espetasse uma seringa e o contaminasse com HIV? E se tivesse uma faca, uma garrafa com ácido, ou qualquer outra arma de agressão?

Sim, de facto, manter a distância é algo necessário. Ser celebridade é uma seca! É um horror! Abençoados aqueles que lá conseguem ter o seu público e serem admirados, mas ao mesmo tempo não lhes andam a tirar o retrato a toda a hora, e podem ir passear com os filhos na praia e andar de chinelo e bermudas, sem maquilhagem e despenteados!

Já me cruzei com pessoas conhecidas. Não lhes peço autógrafo, não lhes dirijo a palavra a menos que haja razão para isso. Sempre as vi como pessoas normais, que estão a passar por mim e que eu reconheço, mas não conheço.

Uma vez fazia um zapping quando parei numa cena de telenovela porque a presença e desempenho de um actor me chamou a atenção. A personagem diz umas poucas falas e continua com a cabeça enfiada no jornal. Disse para mim: “este é mesmo um bom actor!”. No dia seguinte, eis que me aparece à frente. Lá estava eu, com vontade de lhe dizer que admirei o seu desempenho ainda na véspera, mas por algum motivo não me pareceu adequado. Ao mesmo tempo penso: um actor quer ver o seu trabalho reconhecido. Mas a situação não se prestou a isso.

Entretanto, deu-se o fenómeno que é costume ocorrer. Assim que o actor se ausenta, os presentes começam a comentar uns com os outros quem esteve ali. Há quem sinta necessidade de dizer que atendeu esta e aquela “celebridade”. Seja ela actor, cantor ou apresentador. Há quem passe anos a contar que serviu um hambúrguer do MacDonalds a uma actriz de tv, e há quem conte que é amiga da amiga daquela cantora que foi àquele programa, e quem diga que o vizinho daquele casal conhece os vizinhos de um certo apresentador. O que me leva também a me interrogar porquê as pessoas só se sentem fascinadas por quem aparece na Tv.

Em Portugal não existem celebridades como noutros locais e mesmo actores só são assediados de vez em vez, sendo que o fenómeno de assédio constante é recente. Foi produzido e trazido pelas adaptações portuguesas que se iniciaram com o exclusivo da Sic sobre os produtos da tv Globo e as principais responsáveis são as novelas infanto-juvenis importadas de modelos Brasileiros e Argentinos, como “Malhação”, “New-wave” e “Floribella”.

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