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sábado, 14 de junho de 2008

Beleza Ciranda Pura de Pedra

Já vi com mais atenção estas duas novelas que se estrearam. São ambas agradáveis de acompanhar. Como um ursinho de peluche: estão ali, são engraçadas, fofas. Um grande ponto a favor de ambas, é que nenhuma nos presenteia com dejá-vus atrás de dejá-vus e coisas mais que ditas e feitas, como é o caso de toda a trama de 7 Pecados. Têm algo de fresco e suave.
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Outro aspecto favorável, para Beleza Pura é que, ao contrário de Ciranda de Pedra, a história é pioneira e nunca foi transformada em roteiro de televisão. Nesse aspecto, a outra será mais "fácil" de fazer, pois já se conhece a história e os defechos das personagens. Beleza Pura retrata as mesmas histórias comuns, de amor, triângulos amorosos, sabotagem, intrigas... mas consegue fazê-lo sem recorrer ao "mais que visto". É engraçada. Assim como "Ciranda", dá para acompanhar com gosto, que distrái e diverte.
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CIRANDA::
Coitado de Marcelo Antony. No que respeita a viver uma história de amor com Ana Paula Arósio, não tem sorte. Nem em Terra Nostra, onde não era correspondido, nem em Ciranda de Pedra, onde é. Laura ama Daniel, mas nem com uma filha em comum, o casal consegue a união! Não desistam. Dizem que há terceira é de vez.
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Ponto negativo vai para Cléo Pires. Deve ter puxado mais ao pai. Acho bem que se dêm muitas oportunidades e um variado leque de personagens para um actor se expressar neste veículo. Mas Cléo parece-me apagadinha na expressividade, além da dicção que por vezes não entendo ou oiço. O mesmo problema sempre teve Daniel Dantas. É mais difícil acreditar num vilão cujas ameaças por vezes desaparecem por entre sílabas que parecem pronunciadas para dentro.
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A ganhar pontos, outra filha de actores: Leandra Leal. Não se pode dizer que surpreenda, pois a actriz já provou antes saber domar tais personagens. Ainda assim, há que dizer que é uma interpretação gostosa de ver. Assim como a de Osmar Prado. Também não surpreende, pois o seu talento para tais figuras já é conhecido. O actor nunca deixou de interpretar muito bem uma personagem , fosse qual fosse, grande ou pequena, na Globo ou fora dela. Sem dúvida, um talento a mercer maior reconhecimento.
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Não sei porquê criticaram o facto de Arósio estar a interpretar uma mulher numa faixa etária ligeiramente superior à sua. Além de estar bem (desde que não dê em histérica) e não ser iverosímel, estou cansada de ver homens mais velhos a interpretarem moços novos e a namorar meninas que podiam ser suas filhas. Só incomoda quando muda o género?
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Compreendo um dos problemas: existem actrizes na faixa etária adequada, igualmente talentosas. Para mulheres, é sempre muito mais difícil obter um papel. Ás vezes não se lembram delas. E mais depressa uma mulher interpreta um papel de outra mais velha, que o contrário. Parece por isso, que a carreira de actriz e a disponibilidade de papéis é muito mais reduzida.

3 FEED-BACK -DEIXE OPINIÃO:

Shoujofan 15 de junho de 2008 às 22:19  

Estou acompanhando mal e mal Ciranda de Pedra. Primeiro, não gostei de algumas escalações de elenco. A atriz que faz Frau Herta, estaria melhor escalada e é atriz muito superior... Mas enfim? Ana Paula Arósio é esforçada, mas está no papel errado. Já as três atrizes que são suas filhas... Como diria o Padre Inácio: "Meeeeoooo Deos!" Elas são muito fracas. Mas o que passa pela cabeça da Globo em transformar essas meninas em protagonistas? É atirá-las aos leões.

Minha segunda crítica é motivada pela leitura do livro e por conhecer de outros livros e relatos a primeira novela. Tudo está tão descaracterizado, tão alterado, tão sem ambigüidade e a crueldade do original, que não é nem uma versão, sei lá o que é aquilo. Frau Herta foi totalmente alterada, Letícia e Conrado também, isso sem falar na Virginia... Vejo para prestigiar o trabalho de alguns atores e atrizes... Mas deveriam ter feito um salto no tempo como no livro.

E, sabe, não acho que Cléo Pires seja má atriz, siplesmente lhe deram um papel errado, ela não está madura ainda. Mas eu, se pudesse escalar, lhe daria a Virgínia adulta e escalaria Leandra leal e a atriz que faz a Vírginia para as outras irmãs. Elas dariam conta do recado se tivessem a possibilidade... Mas a novela não segue o livro, salvo de forma muito rala.

Tenho saudades de Desejo Proibido!

Anónimo 4 de julho de 2008 às 14:14  

Desculpem a minha ignorância, mas quem escreveu Ciranda de Pedra (livro) e por acaso sabem se foi editado em Portugal? É que eu gosto da história da novela, mas não estou a segui-la, principalmente por causa que me aborreço a ver os actores a representar (tirando Leandra Leal). Gostava de ler o livro.

LAURA CAÇOEIRO

novelista 4 de julho de 2008 às 17:15  

Cara Laura:
O livro foi escrito por Lygia Fagundes Telles, em 1954. Mas atenção: se o fôr ler, não veja a novela. E vice-versa. Uma coisa nada tem a ver com a outra e as comparações que advém do conhecimento de ambas as obras gera conflitos. Tb nunca li o livro e mal lembro da 1ª versão em 81. É uma vantagem, para poder apreciar esta novela como está a ser mostrada. Mas li um trecho do livro na net e ainda bem que não li mais. Não tem nada a ver. Se eu fosse esta Virgínia (da novela) sei que dava em doida. Afinal, ter todos à nossa volta a dizer que não pertencemos ali e não temos valor... no livro, este seu lado inseguro e «doente» parece estar mais patente. Na novela, Virgínia é muito equilibrada, apesar de ser tão maltratada.
Cumprimentos.
PS: Laura Morre, Daniel suicida-se e Letícia, no livro, é lésbica...

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